Categoria denuncia perdas acumuladas e falta de reajuste; paralisação pode acontecer nos próximos meses
Professores da Universidade do Estado de Minas Gerais e da Universidade Estadual de Montes Claros ameaçam entrar em greve diante da insatisfação com os salários em Minas Gerais.
A mobilização ganhou força durante uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde docentes e representantes sindicais lançaram a campanha salarial da categoria.
Segundo os professores, o principal problema é a não incorporação de gratificações ao salário base. Além disso, a categoria cobra a recomposição de perdas salariais que chegam a 82,9%.
Outro ponto de crítica é o descumprimento de um acordo firmado com o governo estadual em 2016, posteriormente homologado pela Justiça em 2018, após uma greve anterior.
De acordo com lideranças sindicais, os docentes dessas universidades recebem os menores salários entre todas as instituições estaduais do país. Também foi destacado que a categoria está há cerca de 10 anos sem reajuste.
As gratificações podem representar até metade da remuneração dos professores. No entanto, esses valores não são incorporados ao salário, o que gera prejuízos, principalmente quando os profissionais se afastam para qualificação, como cursos de doutorado.
Diante desse cenário, representantes afirmam que a greve é uma possibilidade real caso não haja avanço nas negociações com o governo de Minas Gerais.
A Secretaria de Estado de Educação ainda não se posicionou oficialmente sobre as reivindicações.
